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#28 // o futuro te assusta?

a sensibilidade e a tecnologia evoluindo na mesma proporção.

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Patricia Schussel
jul 07, 2026
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Hoje tinha me comprometido a publicar um dos meus textos. Estava com alguns rascunhos inacabados sobre temas diversos, mas decidi realizar a tarefa com uma página em branco. Eu sempre digo que a escrita nos faz enxergar coisas que não estão na superfície. Não qualquer escrita, mas aquela que transborda e que precisa sair de você. Pensamentos e sentires que se transformam em uma junção de palavras que ganham vida própria em um novo campo de compreensões e sentimentos. Mensagens que talvez consigam conversar com alguém que está do outro lado, onde as palavras chegam.

Como tudo que precisa sair de nós, a escrita facilmente se escapa para um lugar de fuga quando poderia se tornar um refúgio. Eu consigo explicar com argumentos detalhados e racionais sobre a importância da prática das páginas matinais em qualquer despertar criativo. Recomendo pra todo mundo que eu converso, convicta do que eu acredito. No entanto, quando olho para meu diário pela manhã, algo mais forte me faz evitá-lo. Com tantas coisas mais interessantes ou produtivas no alcance das minhas mãos, por que parar para escrever? Como algo tão inocente como a escrita pode ser um exercício tão difícil de encarar? Talvez porque a questão não seja parar 15 minutos do meu dia para soltar meus pensamentos em palavras. O desafio é o que eu escolho fazer com as respostas ou perguntas que aparecem no papel.

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