#25 // longevidade
será os anos que atravessam a vida ou a vida que atravessa os anos?
40 anos. Uau, é muito tempo!
Nunca fui de me apegar ao estigma social que uma idade carrega. No entanto, os 40 anos parecem dividir a vida ao meio e trazem à tona algumas reflexões que são inexoráveis.
Algo se transforma quando o tempo deixa de ser percebido como infinito. A consciência da finitude é tão desconfortável quanto reveladora, mas tenho buscado enxergá-la como uma bússola que me possibilita revisar minha forma de viver, de criar vínculos, de habitar meu corpo e do legado que busco construir com meu trabalho.
Antes do meu aniversário, fiz uma leitura de revolução solar com o Michel Ramos - linkei o instagram dele aqui pra quem se interessar. Já tem 5 anos que faço esse acompanhamento antes de começar um novo ciclo e nunca canso de me surpreender com o alinhamento de tudo que ele traz. Esse ano me chamou atenção que até no meu mapa está falando sobre o valor que tenho dado aos meus vínculos.
Eu não vou dizer que estou super animada com o que ouço falar sobre as mudanças hormonais que me aguardam ou sobre como a gravidade vai agir no meu corpo a partir de agora. Isso é parte do processo de envelhecer que ainda irei descobrir, e prefiro abraçar essa descoberta com acolhimento do que com procedimentos.
Cuido bem da minha saúde e faço o possível pra ter uma vida equilibrada em diversos aspectos, mas tento não antecipar preocupações que não vão me levar a lugar algum. Chegar aos 40, no entanto, me trouxe questionamentos muito mais amplos sobre como quero viver minha vida de agora em diante.



