#20 // como começam os sonhos?
entre o passado e o futuro, seu melhor presente é o agora.
Tenho sido respeitosa com minha introspecção para deixar decantar os grandes movimentos que a vida tem feito nos últimos tempos. Sempre sinto uma ressaca emocional depois de cada projeto que realizo e, no contrafluxo do que pedem as redes sociais, acho importante silenciar para ouvir os passos da minha intuição.
Por outro lado, o encerramento desse ano foi significativo demais pra deixá-lo passar em branco sem vir aqui agradecer vocês, que são a verdadeira engrenagem que movimenta tudo. Muitíssimo obrigada, de coração, por mais um ano de transformações, confiança e entrega em tudo que me proponho a fazer. ♡
Essa semana finalizamos a primeira rodada da coletiva Outras.Co, e sinto um quentinho no coração e a certeza de que esse movimento só está começando. Foram 6 rodas filosóficas online onde debatemos sobre temas que perpassam a existência de todas nós mulheres: representatividade, pertencimento, travessias, luto, medo e liberdade. Juntas, reconhecemos nossas diversidades e principalmente o que nos faz tão semelhantes. Sem hierarquias ou pedestais, de forma simples, acessível, profunda, vulnerável, gentil e expansiva. Ainda estou absorvendo tudo que está reverberando dessa jornada que trilhamos coletivamente, mas prometo vir aqui em breve para contar o que estamos planejando para a coletiva em 2026.
Por enquanto, você pode entrar na RODA LIVRE aqui - o convite é aberto e gratuito para todas as mulheres. A roda livre é uma maneira de nos mantermos próximas na cocriação da Outras.Co, sem depender das artimanhas dos algoritmos. Um espaço seguro para compartilhar conteúdos exclusivos e autênticos com base no que debatemos em cada roda e deixar vocês por dentro de tudo que está por vir.
» Sabemos que grupos de WhatsApp podem demandar muita energia, mas fique tranquila pois prezamos por um ritmo saudável de consumo e esse grupo é fechado para interações, tá?
Nossa última roda na semana passada foi sobre LIBERDADE e, embora eu tenha tanto pra falar sobre esse tema, sob as mais diversas perspectivas, sinto que foi a temática mais desafiadora de tudo que debatemos nessa rodada de 6 encontros.
A liberdade feminina é uma utopia. Quanto mais expresso minha liberdade de ser, mais tomo consciência de que ela só será real se for coletiva.
Na roda refletimos muito sobre o que queremos nos livrar nesse próximo ciclo que está por vir, e meu compromisso pessoal em uma das atividades foi me libertar das minhas expectativas para me nutrir cada vez mais do presente, sem me apegar ao que já foi um dia ou ansiar por aquilo que poderá se tornar no futuro.
Sonhei com essa coletiva de mulheres por muito tempo, sem que eu soubesse exatamente o que ela viria a ser. É um fato que a realidade é sempre muito diferente das nossas expectativas, mas o que esse projeto mais tem me ensinado é apreciar a beleza das coisas como elas são e estão. Apreciar a vida própria que os sonhos ganham quando eles acontecem e todos os caminhos que se abrem a partir disso. Encerro nossa primeira rodada com uma forte certeza de que foi muito além do que minhas expectativas poderiam imaginar. E assim espero que siga sendo.
Entre passado, presente e futuro.
Hoje abri um caderno antigo e encontrei um mapa dos sonhos que fiz durante um encontro que uma amiga promoveu há exatos 3 anos atrás. Desde criança, eu sempre fui conhecida por ser muito sonhadora e podia enumerar uma lista imensa de devaneios sem qualquer esforço. Naquele final de ano, quando me vi tendo que pensar sobre meus sonhos depois de ter realizado tantos deles, me dei conta de que era a primeira vez na minha vida que eu não sabia responder algo sobre eles. Lembro que passei boa parte do exercício com as páginas em branco e aquilo me assustou.
Me julguei. Pensei que tivesse me tornado uma pessoa insensível ao extraordinário ou ingrata pelos meus privilégios. Sentia como se eu tivesse realizado tanta coisa que, em algum lugar, eu havia perdido o brilho nos olhos que sempre me moveu. Doeu muito admitir que tudo que eu sempre sonhei era subjetivo demais e já não tinha mais sentido dentro de uma consciência mais ampliada e madura que a vida estava me trazendo. Estava na hora de recalcular a rota. Talvez eu não enxergasse meus sonhos naquele mapa simplesmente porque eu precisava de um novo norte. Só encontramos novos caminhos quando mudamos a direção.
Nos meus incômodos, respirei novos ares. E hoje sinto que encerro 2025 com a primeira conquista de uma nova fase da minha carreira e grandes sonhos que eu sequer poderia conceber um tempo atrás. Ainda com muito chão pela frente, mas com a certeza de que o mundo se expande na proporção da minha coragem.
Para as mulheres que quiserem aproveitar o clima natalino para se presentear com uma experiência dessas que a gente leva pra vida, deixo aqui meu convite para mergulhar na minha próxima imersão FOTO.SÍNTESE, que vai acontecer no final de fevereiro. Restam apenas 3 vagas e ainda não sei quando irei abrir novas datas.
Sei que pode bater muitas inseguranças antes de fazer um movimento assim, mas vamos com (c)alma: me mande um oi clicando aqui e bóra começar nossa troca com uma boa prosa pra nos conhecermos um pouquinho. Vem comigo?
Até o próximo chá.mego!
Com afeto, Patchi.








